Na última postagem em minha página afirmei que o provável candidato de Bolsonaro a presidente seria seu filho Eduardo. Porém, é possível que os acontecimentos recentes em torno do aumento de tarifas dos Estados Unidos (EUA) sobre as exportações brasileiras tenham prejudicado bastante sua viabilidade. Há muito tempo pela frente até que as candidaturas venham a ser postas e isso ajuda o filho do ex-presidente. A dificuldade de Eduardo é menos junto à opinião pública e mais face ao Poder Judiciário, mais especificamente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Existe um grande ponto de interrogação acerca de seu destino no âmbito de processos, julgamentos e de uma eventual condenação.
Enquanto isso circulam especulações no meio político de que Bolsonaro poderia vir a apoiar o pastor Silas Malafaia para presidente. Seja verdade ou não o que mais importa é o significado do boato. Bolsonaro confia em poucas pessoas. Sua preferência sempre será ter um filho candidato a presidente. Se isso não for politicamente nem juridicamente possível ele buscará alguém que tenha demonstrado, nos últimos tempos, ser seu fiel defensor. Sabemos que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não pode defender Bolsonaro em tudo, ele precisa estar ao lado dos interesses do estado que governa e isso o obriga, com frequencia, a abandonar seu patrono político.
A situação de alguém com o perfil de Silas Malafaia é bem mais confortável. Ele é apenas um pastor, nunca ocupou um cargo público, sabe se comunicar bem com seu público, é profundamente conservador e, devido a isso, defende de maneira ferrenha toda a agenda de costumes e sempre se posiciona contra os políticos que considera serem contrários a Bolsonaro. Pode não ser ele o nome escolhido por Bolsonaro para apoiar em 2026, mas simplesmente alguém com seu perfil. Bolsonaro sabe que uma pessoa como Malafaia, sem cargo e fortemente conservador, não o abandonaria caso fosse eleito. Seria equivalente, nesse sentido, a ter seu filho Eduardo como presidente.
Depois que Lula escolheu Dilma para ser candidata a presidente ele autorizou líderes populares a indicar pessoas nunca eleitas e sem experiência em cargos públicos eleitorais para a Presidência da República. Essa seria a grande semelhança entre Dilma (antes de 2010) e Silas Malafaia: a completa falta de experiência eleitoral. A grande diferença, obviamente, é ideológica. Ainda assim, ao que parece, ambas as figuras são doutrinárias e se aferram com vigor àquilo que acreditam. Sabemos que escolhas assim têm grandes chances de darem errado em caso de vitória eleitoral.




Concordo , Bolsonaro sempre privilegiou eleger para cargos políticos alguém do seu círculo familiar. Para ter alguém da sua estrita confiança no estratégico Estado de São Paulo, já em 2018, enviou seu filho Eduardo. No Rio de Janeiro, desde quando se elegeu Deputado Federal indicou a sua primeira mulher para vereadora. Ao se separar , colocou um filho( o Carlos) candidato a vereador para impedir a eleição da ex. Bolsonaro apoia prioritariamente , outro Bolsonaro.
Concordo , Bolsonaro sempre privilegiou eleger para cargos políticos alguém do seu círculo familiar. Para ter alguém da sua estrita confiança no estratégico Estado de São Paulo, já em 2018, enviou seu filho Eduardo. No Rio de Janeiro, desde quando se elegeu Deputado Federal indicou a sua primeira mulher para vereadora. Ao se separar , colocou um filho( o Carlos) candidato a vereador para impedir a eleição da ex. Bolsonaro apoia prioritariamente , outro Bolsonaro.